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A Eloquência e A Ciência Romana
A Eloquência e A Ciência Romana

A ATIVIDADE INTELECTUAL

 

A ELOQUÊNCIA.

As lutas políticas em Roma, o Senado, o desenvolvimento do Direito e o próprio espírito do povo romano constituíram um terreno fértil para o desenvolvimento da eloquência.  A oratória desempenhava papel de destaque na educação romana e cegava mesmo a constituir um objetivo educacional.

O iniciador da eloquência como gênero literário foi Catão.  Mais ou menos da mesmo época são:  Fábio Máximo Verrucoso, Quinto Cecílio Metelo, Marco Cornélio Cetego, Públio Licínio Crasso, os irmãos Gracos – principalmente Caio, considerado com o um perfeito orador, Caio Júlio César, Quinto Múcio Scévola e Marco Antônio (avô do triúnviro do mesmo nome).

O período ciceroniano (que vai de 88 a 42 a.C.) é o período mais importante da história da eloquência latina.  Nessa época havia em Roma três escolas ou correntes:  a ática, a asiática e a de Rodes.  Os representantes da escola asiática procuravam as formas rebuscadas, os floreios e os termos pretensiosos; um de seus típicos representantes é Hortênsio, famoso pela divisão metódica de seus discursos e pela técnica de recapitulação.  A escola ática esforçava-se por adotar o estilo simples e objetivo dos áticos.  Caio Licínio Calvo é um legítimo representante dessa corrente.  A escola de Rodes conciliava as duas tendências extremadas da eloquência romana.  Seu maior representante é Cícero.

 

 

 

Como orador Cícero é um retórico grego com a alma de um patrício romano.  Uma de suas primeiras defesas (“Pro Roscio”) deu-lhe muita fama e o situou como um dos advogados de maior prestígio em Roma.  Em Rodes, aperfeiçoou-se com Molon e mais tarde pode usar seus novos recursos oratórios na política, denunciando a conjuração de Catilina.  Dele, disse um especialista no assunto, comparando-o com Demóstenes:  “Esses dois homens são magno exemplo da influência que exerce o caráter sobre o talento:  os discursos de Cícero são belas peças de eloquência e não atos como os de Demóstenes.  Ama o seu país e a liberdade; porém, ainda preza a sua reputação, e quando fala jamais se esquece de si, como faz o orador ateniense.  Gosta de aparecer e mostrar-se em cena; discursa para enternecer o público pela sua sorte, discursa para se desculpar com fingida modéstia da sua fraca eloquência; sempre sobrepujou nele o artista ao homem de Estado.  Descarrega grandes golpes, mas quer que admirem suas acadêmicas posturas.  Seus mais apaixonados movimentos nunca lhe de4sconcertam a harmonia das construções, nem o elegante torneio dos períodos.  Seus assomos são medidos, seu patético cadenciado.”

 

A CIÊNCIA ROMANA

Preocupados com as conquistas, ou com a manutenção destas, com o direito e com a política, não sentiram os romanos a atração da curiosidade intelectual que conduz à ciência.  Dotados de espírito prático, aplicaram a ciência mas não a estudaram.  Assim é que instalaram os primeiros hospitais do mundo e construíram notáveis pontes e aquedutos, mas nunca tiveram aquele senso crítico que imortalizou os gregos.

A falta de senso crítico nos romanos é nítida em Plínio o velho, autor de uma enciclopédia que denominou de “História Natural”, na qual as mais grosseiras superstições e lendas se misturam com fatos e fenômenos objetivamente observados.  Afirma, por exemplo, que na guerra entre Otávio e Antônio, o Sol esteve oculto por um ano e que um homem, se estiver em jejum, pode matar uma cobra cuspindo-lhe na boca; ao mesmo tempo dá-nos informações preciosas sobre as propriedades terapêuticas de certas ervas e discute problemas adiantadíssimos para a época, como a esfericidade da Terra.

Na geografia, destaca-se uma expedição,  realizada na época de Nero, com o fim de encontrar as nascentes do Nilo; os romanos, porém, nunca chegaram a fazer uma descrição detalhada de seus domínios.  Só conhecemos um tratado de geografia romano:  o de Pompônio Mela, se bem que nas terras conquistadas surgissem um Estrabão e um Ptolomeu.

 

 

A medicina, tomada de empréstimo aos gregos, progrediu bastante em Roma.  No governo de Vespasiano as auditoria para o ensino da medicina com professores pagos pelo Estado.  Os graduados por estas escolas recebiam o nome de medicus a republica e, somente eles, estavam legalmente autorizados para o exercício da medicina.  Mais de duzentos instrumentos cirúrgicos foram encontrados em Pompéia.

 

 

O mais famoso livro de medicina dos romanos é de um escritor que nunca exerceu essa profissão:  Aurélio Cornélio Celso.  Celso condensa na enciclopédia “De Artibus” suas observações sobre agricultura, filosofia, direito e medicina e na parte dedicada a esta última reúne os melhores conhecimentos de anatomia e patologia da época assim como de cirurgia e terapêutica.  Outro nome famoso é o de Galeno, nascido em Pérgamo, mas que viveu em Roma, oferecendo algumas contribuições interessantes à fisiologia e à anatomia.  Galeno explicou como se processava a circulação sanguínea e descreveu com aceitável exatidão os músculos e os ossos humanos.

Embora os romanos não houvessem alcançado nenhum sucesso nas matemáticas, obtiveram, no entanto, alguns êxitos na tecnologia; eram muito empregados a roda hidráulica e engenhosos sistemas de transmissão de força, como, por exemplo, o de Vitrúvio.