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A Viagem de Meu Pai, de Philippe Le Guay
A Viagem de Meu Pai, de Philippe Le Guay

A PERDA DA MEMÓRIA EM REGISTRO AGRIDOCE

 

PAI E FILHA ENFRENTAM AS DIFICULDADES CAUSADAS PELA SENILIDADE EM FILME FRANCÊS.

 

A perda da memória causada por doença ou senilidade é um tema que se presta a poderosas metáforas na ficção sobre a existência e a história – especificamente no cinema, é sempre uma oportunidade de ouro para atuações inesquecíveis de atores e atrizes.  Para citar apenas alguns títulos mais recentes, as britânicas Judi Dench em IRIS (2001) e Julie Christie em LONGE DELA (2006), a americana Julianne Moore em PARA SEMPRE ALICE (2014) e o canadense Christopher Plummer em MEMÓRIAS SECRETAS (2015) deram vazão a seu talento interpretando personagens afetados por problemas quanto à capacidade de lembrar.

 

Em A VIAGEM DE MEU PAI (2015), é a vez do ótimo ator francês Jean Rochefort brilhar no papel de um octogenário industrial aposentado cujos lapsos de esquecimento preocupam e afetam a vida da filha mais velha – encarnada pela atriz Sandrine Kiberlain.

 

Exibido no recente Festival Varilux de Cinema Francês com o nome de FLÓRIDA – tradução literal do original –, o longa A VIAGEM DE MEU PAI tem direção de Philippe Le Guay, realizador de filmes de qualidade como As MULHERES DO SEXTO ANDAR (2010) e PEDALANDO COM MOLIÉRE (2013).  Na história, Claude (Rochefort) mora em sua confortável mansão sob a supervisão de uma cuidadora.  No entanto, sua memória cada vez mais comprometida e seu crescente mau humor obrigam Caroline (Sandrine), executiva bem sucedida que administra os negócios da família, a envolver-se cada vez mais com a rotina do pai.  Com um filho já adulto e iniciando um novo relacionamento amoroso, Carole vai travar um a batalha diária e desgastante para cuidar de Claude – levando-a a reavaliar tanto o relacionamento com o pai quanto às próprias escolhas pessoais e profissionais.

 

O destaque dessa comédia dramática agridoce é o entrosamento perfeito em cena dos dois grandes nomes do cinema francês de diferentes gerações:  o veterano astro de produções antológicas como CARTOUCHE (1962), o FANTASMA DA LIBERDADE (1974) e O MARIDO DA CABELEIREIRA (1990) e a bela estrela de filmes como MADEMOISELLE CHAMBON (2009), VIOLETTE (2013) e AMAR, BEBER E CANTAR (2014).

 

- Como eu, Sandrine tinha muita vontade de fazer um filme com Jean Rochefort, porque eles se conhecem já há 15 anos.  Jean é quase como um pai substituto para Sandrine.  Então, já havia essa cumplicidade entre eles na vida.  A personagem de Sandrine está sempre reagindo ao          que o pai faz.  Ele é o motor, mas é ela quem recebe a emoção.  O que nós tínhamos então que decidir com a Sandrine era o grau de masoquismo dela:  qual o momento em que ela iria se revoltar contra o pai? Ela vive uma mulher que venceu na vida, mas cujo problema é o pai.  Era preciso mostrar a força da personagem e também sua fraqueza, que é em relação ao pai – explicou Philippe Le Guay em entrevista a Zero Hora no começo de junho, quando o cineasta esteve no Rio de Janeiro divulgando seu filme na abertura do Festival varilux.

 

TRAILER:  https://www.youtube.com/watch?v=YYLTRq1nqJY

 

 

Fonte:  Zero Hora/Roger Lerina (roger.lerina@zerohora.com.br) em 11/08/2016