Translate to English Translate to Spanish Translate to French Translate to German Translate to Italian Translate to Russian Translate to Chinese Translate to Japanese




ONLINE
4





                                              

                            

 

 

 


Ariano Suassuna: Textos inéditos em 2018
Ariano Suassuna: Textos inéditos em 2018

INÉDITOS DE ARIANO SUASSUNA SERÃO PUBLICADOS EM 2018

 

O acervo inédito deixado pelo escritor Ariano Suassuna (1927-2014), que faria 90 anos hoje, parece inesgotável. Além do já esperado O ROMANCE DE DOM PANTERO NO PALCO DOS PECADORES (Nova Fronteira), previsto para sair no próximo dia 9 de outubro, cinco novas peças do escritor estão por vir a publico.

 

Os textos estavam entre manuscritos, ilustrações e pinturas deixados pelo escritor na casa onde viveu no Recife. O mais antigo e, segundo o pesquisador Carlos Newton Jr., “o mais importante” da fase anterior ao AUTO DA COMPADECIDA, é de 1950. O AUTO DE JOÃO DE CRUZ é uma adaptação do FAUSTO de Goethe e do cordel A HISTÓRIA DO ESTUDANTE QUE VENDEU A ALMA AO DIABO. Na peça, João de Deus vai, ainda em vida, para o lugar onde são julgados os mortos, numa antecipação da cena icônica do AUTO DA COMPADECIDA. O texto só foi encenado uma vez, em 1958, por um grupo amador, no Recife.

 

Newton Jr. chama atenção para um dos raros textos do paraibano ambientado fora do sertão. O ARCO DESOLADO (1952) – nunca encenado – é uma versão de A VIDA É SONHO, do espanhol Calderón de la Barca (1600-1681). No acervi também está O DESERTOR DE PRINCESA (1958), uma reescrita de CANTAM AS HARPAS DE SIÃO, feita por Suassuna 10 anos antes para o Teatro Popular do Nordeste.

 

Há ainda duas obras mais recentes, AS CONCHAMBRANÇAS DE QUADERNA, de 1111119817, e A HISTÓRIA DO AMOR DE ROMEU E JULIETA, de 1996. A primeira, uma comédia, traz situações da vida do personagem central do romance A PEDRA DO REINO.

 

- Ele usa possivelmente histórias que não conseguiu colocar no livro – comenta Newton Jr.

 

Apresentada pela primeira vez em 1988, no Recife, a peça teve outras montagens. Já a adaptação do clássico de Shakespeare se tornou um experimento cênico no Recife e foi publicada pela Folha de S. Paulo em maio de 1997.

 

O lançamento das peças inéditas de Ariano Suassuna pela Nova Fronteira faz parte do projeto editorial organizado pelo filho do escritor, o artista plástico Manuel Dantas Suassuna, com colaboração de duas netas, de Carlos Newton Jr. e do designer Ricardo Gouveia de Melo.

 

- Papai queria dar unidade à obra dele. Além de republicação de livros, sairão obras inéditas e algumas que fazem parte do universo de Suassuna, como FERROS DO CARIRI – UMA HERÁLDICA SERTANEJA, que ele fez na década de 1970 e que só teve 500 exemplares – conta o filho do escritor.

 

A primeira parte do lançamento dos escritos de Suassuna acontece hoje, com o lançamento, no Recife, da reedição de O ROMANCE DA PEDRA DO REINO, que ganhou nova capa, com ilustração inédita de Suassuna. As dramaturgias inéditas começarão a ser lançadas a partir de 2018, numa série do teatro completo do autor. O acervo do escritor e dramaturgo ainda dará base a uma exposição itinerante, a ILUMIARA ARIANO SUASSUNA.

 

AUTOR INSPIROU MUSICAL EM CARTAZ NO RIO

 

Os 90 anos do escritor inspiraram ainda a nova montagem da companhia carioca Barcos dos Corações Partidos. SUASSUNA – O AUTO DO REINO DO SOL estreou ontem (16/06) no Rio de Janeiro e leva à cena personagens, frases e temas da obra do autor. No musical, os jovens Iracema e Lucas vivem um amor à la Romeu e Julieta. Por isso, eles fogem com um circo a caminho de Taperoá (PB), ode Suassuna viveu na infância.

 

O dramaturgo Bráulio Tavares se inspirou em criações do paraibano, como a peça A HISTÓRIA DE AMOR DE FERNANDO E ISAURA, e em obras que o escritor admirava.

 

- Há um pouco de Lorca e de referências a Dom Quixote e Sancho Pança – conta.

 

O dramaturgo também incluiu o vilão major Antônio Moraes – personagem do AUTO DA COMPADECIDA e do ROMANCE DA PEDRA DO REINO. O circo e os folguedos do Nordeste, paixões de Suassuna, são as bases da encenação assinada por Luís Carlos Vasconcellos, cuja trilha tem 16 canções, de autores como Chico César e Beto Lemos.

 

Conheça as principais obras de Suassuna em: bit.ly/suassuna1

 

Relembre adaptações para a TV e o cinema em: bit.ly/suassuna2

 

 

Fonte: ZeroHora/2º Caderno/Mateus Araújo (Folhapress) em 16/06/2017