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Arte de Hugo França
Arte de Hugo França

 

GRAMADO RECEBE ARTE DE HUGO FRANÇA

 

Mundialmente conhecido pelas majestosas esculturas mobiliárias feitas a partir de resíduos florestais e urbanos, o ecodesigner Hugo França, volta ao seu estado natal para inaugurar exposição, na Villa Berti em Gramaro/RS)  Acostumado a trabalhar com o pequi-vinagreiro, árvore centenária usada nas canoas dos índios pataxós, na Bahia, dessa vez França usou madeiras da serra gaúcha, que seriam descartadas, para produzir esculturas.  Uma araucária de 340 anos deu origem a uma mesa de 5 metros, que será leiloada; também foram usadas a canjerana (da família do cedro), eucalipto e grápia (usada para fazer pipas de vinho).  Integram a exposição, ainda, uma obra que o artista desenvolveu em homenagem a Xico Stockinger e outra esculpida em parceria com Bez Batti.  A curadoria é de Cézar Prestes; visitação até 6 de dezembro.

 

 

Em sua segunda exposição no RS, o engenheiro e artista, que ainda é mais conhecido fora do país, destaca que o conceito central de sua obra é a sustentabilidade.  “É importante poder inverter a simbologia negativa da motosserra – associada à destruição, ao desmatamento – e vê-la como ferramenta escultórica.  O foco do meu trabalho sempre foi a educação ambiental, chamar atenção para o desperdício de um material tão precioso.  O Brasil tem potencial para se tornar uma vitrine da sustentabilidade e valorização do meio ambiente”, afirmou.

 

 

Paralelamente ao trabalho no ateliê em Trancoso, e às exposições, feiras e leilões no exterior, França busca parcerias privadas para viabilizar, também aqui no Estado, projetos similares ao já realizado em São Paulo, onde transformou resíduo lenhoso em mobiliário para áreas públicas, devolvendo as árvores ao seu local de origem, transformadas em arte e revestidas de nova função.

Representado em Nova Iorque pela R20th Century Gallery, Hugo França tem trabalhos integrando prestigiados acervos, como a do Museu Inhotim (MG).  Já expôs no MAD Museum, em Nova Iorque; Instituto Tomie Ohtake (SP); Art Rio (RJ); Fairchild Tropical Botanic Garden, em Miami (EUA); e na Bienal de Vancouver, entre outros.

 

Fonte:  Correio do Povo/Caderno de Sábado/Letícia Prauchner em 24/10/2015