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Cidadãos Indígenas por Arnaldo Leodegário Pereira
Cidadãos Indígenas por Arnaldo Leodegário Pereira

“Cidadãos indígenas”                                                     

 

(crônica)

 

Segundo os técnicos e historiadores, a desnutrição indígena em Mato Grosso do Sul tem sua origem no descobrimento do Brasil, quando se iniciou o processo de colonização e catequização para torná-los “civilizados”.

E de acordo com os dados oficiais até o ano de 1500, viviam no Brasil cerca de cinco milhões de nativos, (índios) hoje a população indígena é de quase (900) novecentos mil indivíduos, nas aldeias e distribuídos nas grandes cidades e, constam desses mesmos dados que a segunda maior população indígena está em Mato Grosso do Sul.

Os indígenas brasileiros foram expulsos de suas terras, hoje perambulam pela periferia das grandes cidades, mendigando emprego, pão e direito a ser cidadãos, recebendo desprezo e discriminação. As “reservas” indígenas são apenas projetos ridículos que não chegam a sair do papel, quando saem não atendem às necessidades dos mesmos.

É comum ouvir ou ver alguém dizer que  não gosta de índio, que índio é vagabundo, preguiçoso e etc. Porém esquecem-se que esta terra (É) deles. E que quando os portugueses aqui chegaram, eles já viviam e eram sim os verdadeiros donos da terra de fato e de direito!...

Eles foram escorraçados, seu povo foi humilhado, sua cultura foi saqueada, suas  mulheres violentadas...

Nem caça, nem pesca nem terras!...

Tornaram-se vítimas da “civilização Branca”!!!

A partir daí, eles passaram a ser dominados pelo homem branco que lhes subtraiu a inocência, seus hábitos, seus costumes, suas terras, sua crença, ou ainda sua liberdade, chegando quase à extinção total de nações inteiras de várias etnias indígenas. Em Mato Grosso do Sul não foi diferente. Quando foram criadas as “aldeias demarcadas” pela FUNAI, seus espaços ficaram reduzidos a míseras e insignificantes “reservas” que não lhes deixa opções. Não tendo como plantar, eles veem-se obrigados a ir para as cidades procurar emprego e moradia, ou arrendar suas poucas terras para fazendeiros inescrupulosos, ficando submetidos assim a todo tipo de exploração.

          Para que seja minimizado o problema da fome indígena no Brasil de uma forma geral é necessário que haja novas demarcações de terras, ampliação das áreas de plantio, e que se criem programas de acompanhamento por técnicos e engenheiros agrícolas, fornecimento de sementes, e fixação dos mesmos no campo, dando-lhes escolaridade e profissionalização, assistência médica e infraestrutura para estas aldeias criando-se assim novos e dignos cidadãos indígenas.

 

Este texto está registrado no  Escritório de Direitos Autorais sob o nº 618-350 livro 1-186 Folha 234 Em 14/10/2013 RJ.

 

Arnaldo Leodegário Pereira