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E Por Falar em Saudade
E Por Falar em Saudade

E por falar em saudade

Por Cláudia de Villar

www.claudiadevillar.com.br

Os pingos de chuva nos traz uma ponta de saudade. O início do ano letivo se aproximando e uma pontinha de saudade invade o peito de muitos professores. Não é o excesso de poesia, mas sim a falta de perspectiva que enche o peito e o pensamento de alguns professores.

Engana-se quem pensa que a saudade aqui mencionada é a saudade das férias que já estão por findar (sim, sentimos saudade de algo que ainda não findou), mas sim a saudade da alegria nos lábios perante o retorno de uma missão. Pois educar era quase uma missão que nascia com os professores. Hoje, essa missão foi diluída dentro das várias taças de vinho para dar fim ao desânimo que se abateu dentro do peito de muitos educadores.

 

 

A falta de respeito por parte de pais, alunos, colegas e governo causa uma terrível saudade da época em que professores só queriam lecionar. Hoje, querem mais dignidade! Querem ser reconhecidos como ser competente, não apenas um ser que sente. Sente dor, ódio, desesperança, remorso e uma vontade louca de sumir.

É uma avalanche de tragédias. O aluno que desrespeita, o pai que apoia, a mãe que esconde, colegas oportunistas, governos que apelam para a compreensão. Não tem como compreender. Quando a saudade dos sorrisos invade, não há escapatória. O ensino está condenado a um ciclo de dor e revolta.

Quem perde? O futuro. Professores desiludidos não veem mais perspectiva de uma solução e acabam por deixarem-se consumir pela falta de vontade. Sem vontade de lecionar, seguem como robôs à espera da aposentadoria.

 

 

Eis a gravidade da situação. Não basta estar na sala de aula. Tem que ser professor. Entretanto, pais ainda lutam por apenas manter seus filhos dentro de uma sala (de aula). Longe de seus olhos e perto de um trágico fim. Qual futuro terá o país com a formação em massa de cidadãos apáticos, que fingem que aprendem, sendo ensinados por pessoas que fingem que ensinam? E a aprovação automática é a prova desse colapso pedagógico. Até quando essa saudade vai prevalecer?