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Filosofia para Transformar Vidas
Filosofia para Transformar Vidas

FILOSOFIA PARA TRANSFORMAR VIDAS

 

NOVA ACRÓPOLE OFERECE ATIVIDADES QUE UNEM DOUTRINA, CULTURA E VOLUNTARIADO – RESPONSABILIDADE SOCIAL.

 

Pelo bom, pelo belo e pelo justo.  É por esses princípios que a Escola de Filosofia Nova Acrópole trabalha.  Criada a partir do viés filosófico à maneira clássica, a proposta da organização internacional é resgatar valores, trabalhar a ética, incentivar o autoconhecimento e a evolução como ser humano.  A intenção é desmistificar a crença de que a filosofia é apenas um esforço intelectual e mostrar que ela pode influenciar na vida de cada um e na sociedade como um todo.

 

“Quando dizemos filosofia à maneira clássica, nos referimos à forma como os filósofos clássicos vivia, de modo aplicado e prático”, explica Flora Detanico, diretora da escola.  Ela esclarece que os pensadores das civilizações antigas tratavam a disciplina como uma ferramenta prática de vida.  “No momento em que alguns passaram a desenvolver só o aspecto intelectual e redundante, as pessoas se afastaram do verdadeiro sentido da filosofia”.

 

Rodrigo Araujo, integrante e responsável pelos cursos para jovens, acrescenta que é esse entendimento que a escola pretende mudar: “Há uma certa deturpação quanto à definição da filosofia, algo distante e retórico, mas a Nova Acrópole trabalha com aplicação dela na vida prática”.  Pensando nisso, a organização busca investir na vivência e manter uma linguagem acessível.

 

O principal objetivo é contribuir para a sociedade de uma forma prática e ativa.  Flora relata que a escola trabalha por um mundo melhor a partir da formação de um ser humano mais consciente.  A instituição começou em Buenos Aires, há 59 anos.  Hoje, está em 5 continentes e mais de 50 países.  São sete sedes no Rio Grande do Sul e, em 2017, a de Porto Alegre completa 30 anos.

 

Curso de filosofia, ações sociais, campanhas ecológicas, atividades artísticas: tudo isso em um mesmo lugar.  A escola oferece oficinas, palestras sobre temas variados, exposições temporárias e espetáculos de arte abertos ao público.  Além disso, na sede da instituição na Capital gaúcha há uma biblioteca com quase 10 mil livros disponíveis para leitura local.  Quem realiza todas as atividades e cuida da estrutura da escola são os membros voluntários.  Eles também contribuem mensalmente para o sustento da organização, que inclui investimentos em infraestrutura, materiais e eventos.  Para se tornar um membro voluntário, é necessário cursar o primeiro nível de introdução à filosofia.  O curso inicial tem duração de quatro meses, e os encontros são semanais.

 

A escola recebe pessoas de todas as idades, mas desenvolve três cursos especiais para crianças e jovens.  Eles são pensados e elaborados a partir de cada faixa etária, considerando seus interesses e vivências.  Dos seis aos 10 anos, a abordagem é lúdica.  A ideia é fazer as crianças sentirem e viverem as aventuras junto aos heróis, no curso Távolas.  Para aqueles que estão na fase dos 11 aos 14 anos, cursando o Távolas II, o contato com o mito é mantido e, junto a isso, os professores já introduzem conceitos da filosofia clássica.

 

O último grupo é o Janos, de 14 a 18 anos.  Nessa etapa, parte do conteúdo do curso de primeiro nível para adultos é compartilhado com os alunos.  Flora acredita que é importante que os jovens tenham contato com a filosofia, pois são idealistas e precisam canalizar a vontade e energia em uma boa causa.

 

Reconhecendo a importância das expressões artísticas, a Nova Acrópole mantém uma secretaria de arte responsável por apresentações que misturam teatro, música, canto, dança e poesia.  Além das atividades abertas ao público, há oficinas destinadas para os membros da escola.  Juleandra Lima, secretária de arte, chama a atenção para a importância da vivência: “Se ficar só no intelectual e no estudo do conhecimento, os aprendizados não vão internalizar”.

 

Outra ação promovida pela organização é a semana do meio ambiente, que acontece nos dias 7, 8 e 9 de junho.  A Secretaria de Ecologia e Ação Social da escola vai oferecer palestras e oficinas sobre o tema.  “Não são simplesmente técnicas para lidar com o meio ambiente, mas também a conscientização de como somos importantes e o quanto interferimos na natureza”, adianta Flora.

 

 

Fonte:  Jornal do Comércio/Nicole Feijó (cadernoempresas@jornaldocomercio.com.br) em 30 de maio de 2016.