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Política x Educação por Cristiane Vilarinho
Política x Educação por Cristiane Vilarinho

POLÍTICA X EDUCAÇÃO

Por Cristiane Vilarinho

 

O Brasil não prioriza a educação como uma atividade relevante, e isso se observa através das baixas remunerações destinadas aos funcionários que labutam tanto no ensino público quanto privado. A educação tornou-se apenas o meio pela qual o sistema de domínio social se constitui, se mantêm e se perpetua.

A falta de valorização da profissão contribui para o acúmulo de funções. Por conta dessa sobrecarga de atividades e exigências, o nível de afastamento é alto.  São transferidos para esses profissionais outras responsabilidades, além da função de transmitir conhecimento que foi sendo deturpada com o tempo.

O professor instruía, passava seu conhecimento. Agora assumiram outras tarefas de educar crianças que vem de um histórico problema dentro de seus lares. Olham o professor como um inimigo.  Isso gera insegurança e desmotiva a classe.

O corporativismo é um dos outros fatores que mais atrapalha a busca por melhores resultados no Brasil, não só na Educação, mas também em várias outras áreas. Exemplo disso, são os funcionários do judiciário que estão entre os profissionais mais bem pagos no Brasil. Se aumentos de salários resolvessem o problema, nossa justiça seria uma das mais eficientes do mundo.

A mudança na Educação brasileira depende de esforços políticos que parecem além do nosso alcance, mas a verdade é que essa transformação pode começar agora, na sua casa, com seu filho. 

Quando se fala em educação, o político prefere ser lembrado pelas escolas que construiu. Ninguém é lembrado por que concedeu remuneração descente aos professores. Não dá ibope para a classe política. Se daqui a cinco anos alguns lembrarem do reajuste do salário do professor, muitos mais lembrarão que a escola foi construída. Obras dão mais visibilidade.

Todavia, sabemos que não é de interesse dos políticos ter um ensino eficiente no país, para que eles possam manipular mais facilmente a população em campanhas políticas.

Se há um culpado pela péssima qualidade de ensino, isso se deve as políticas públicas de educação implantadas nos governos neoliberais. Os ideais de uma educação humanista foram abandonados. 

Nos últimos anos o ensino foi fortemente influenciado pela reestruturação produtiva, inovações tecnológicas e a globalização, que vem exigindo cada vez mais e mais do profissional.

A escola sempre foi considerada o espaço de exercício da liberdade e da cidadania, pois se adquire atitudes, valores, orientações e espírito crítico. A educação prepara os indivíduos para a não aceitação, a manifestação, o afrontamento e a revolta; ensina-os a romper com as maneiras de ver e compreender as coisas. 

Trata-se aqui do descompasso existente entre a política e a educação no Brasil e o descaso da atual classe política brasileira pela educação. Diferentemente de outros países, que valorizam a conquista dos níveis de escolarização e conhecimento acadêmico. No Brasil há um índice muito grande de analfabetismo. Infelizmente, o que sobra para a educação, são apenas propostas que não saem do papel, muitas vezes “Vote em mim” eu farei em meu mandato, o melhor pela classe A, B, C.... Isso é vexatório!

Contudo, em nossa época, a escola reproduz os valores, o imaginário e as condições sociais dominantes do sistema cultural.

A educação é a única forma de criar indivíduos pensantes e autônomos, pois ela desenvolve a capacidade de reflexão e julgamento da realidade, desenvolve a capacidade de informação e entendimento para uma análise e avaliação da sociedade em que vivemos.