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Sandra de Sá, a Primeira Cantora Black
Sandra de Sá, a Primeira Cantora Black

A PRIMEIRA CANTORA BLACK

 

Na segunda metade dos anos 1970 o movimento Black Rio estava no auge, com dezenas de bailes na periferia e as gravadoras lançando artistas de sucesso como Gerson King Combo, Hyldon, Cassiano, a Banda Black Rio e o mais influente deles, Tim Maia.  Era a onda da soul music e do funk adaptados ao Brasil.  A primeira mulher cantora revelada por essa onda foi Sandra Sá, jovem carioca do subúrbio de Pilares.  A caixa ANOS 80 reúne os quatro LPs iniciais da cantora e compositora, lançados entre 1980 e 1984 e até agora inéditos em CD.  DEMÔNIO COLORIDO, música que a lançou, no Festival MPB 80, já trazia o orgulho da negritude.  Foi o primeiro sucesso, incluído no álbum de estreia.

 

Mas os discos mais marcantes da fase inicial foram o segundo e o terceiro, com arranjos de, entre outros, Lincoln Olivetti e Oberdan Magalhães (Banda Black Rio), muitos teclados e metais.  O sucesso OLHOS COLORIDOS puxava o álbum de 1982.  A incendiária VALE TUDO, do terceiro disco, vinha com a participação do autor, Tim Maia.  No álbum de 1984, primeiro para a Som Livre, Sandra abriu o leque, cantando samba, soul, pop, funk, blues e um ponto de macumba, de autores com o Lulu Santos, Guilherme Arantes, Jamil Joanes, FrejatCazuza.  A faixa bônus é o sucesso ENREDO DO MEU SAMBA (Ivone Lara/Jorge Aragão), da trilha na novela Partido Alto.

 

Com o nome alterado para Sandra de Sá em 1988, ela sempre foi uma artista militante dos movimentos sociais e de classe.  É presidente da União Brasileira de Compositores.

 

 

 

Fonte:  Zero Hora/Juarez Fonseca (juafons@gmail.com) em 12/08/2016