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Oficinas de Escrita Criativa
Oficinas de Escrita Criativa

QUER ESCREVER?

PERGUNTE-ME COMO

 

Tem para crianças. Para adultos. Idosos. Estudantes. Mulheres. Curiosos. Tem de conto. De poesia, de roteiro, de crônica, de romance. E de biografia. Até para escrever cartas. Tem para quem quer escrever para si e também para quem quer que suas letras ganhem o mundo (ou ao menos uma dúzia de leitores). Para iniciantes e para quem já está habituado a colocar em palavras o que vai na cabeça. Há manuais e até desmanuais. Online, ao vivo, com professores famosos e outros nem tanto. Tem até faculdade, com direito a mestrado e doutorado, aqui e no exterior. A escrita criativa e suas variações parecem não ter fim. Tampouco as modalidades de aulas e cursos em que a disciplina é oferecida.

 

Em Porto Alegre, a mais famosa e longeva é a do escritor Luiz Antonio de Assis Brasil, que existe há mais de 30 anos ininterruptamente (ver entrevista mais abaixo). O processo de seleção é rigoroso e já revelou diversos escritores que ganharam fama dentro e fora do Brasil – e que também se sentem, hoje, à vontade para ministrar suas próprias oficinas. “Dizem que o Rio Grande do Sul é o estado que mais tem oficinas de escrita criativa – e, se for mesmo, só pode ser por causa do Assis Brasil, que formatou não só as oficinas, como a carreira de muita gente”, diz Claudia Tajes, escritora, roteirista e professora em oficinas de escrita criativa. Porto Alegre também é casa de um curso superior em escrita criativa, na PUCRS. Mas se você não quiser sair de casa, também pode ter aulas com figurões como Malcolm Gladwell, Margaret Atwood e Dan Brown em cursos a distância por preços módicos.

 

Mas a pergunta de um milhão de dólares para aspirantes a escritores, que chegam inseguros com cadernos, notebooks e uma vontade imensa de transformar suas ideias em texto, é: dá para transformar um aluno em um escritor? Para Daniel Galera, autor de MEIA-NOITE E VINTE,  MÃOS DE CAVALO e BARBA ENSOPADA DE SANGUE, entre outros, tradutor, ex-aluno de Assis Brasil e que, agora, dá os primeiros passos como professor de workshops de escrita, os cursos dão um empurrãozinho. “Não acho que seja possível ensinar a ser escritor. Mas acredito ser possível ajudar um indivíduo que quer se tornar escritor a ser o melhor escritor que ele puder ser e desenvolver seu potencial”, diz Galera.

 

Em seu livro SOBRE A ESCRITA: A ARTE EM MEMÓRIAS, o prolífico escritor de 54 obras e mais de 200 contos, Stephen King, concorda: “Embora seja impossível transformar um escritor ruim em competente, e embora seja igualmente impossível transformar um escritor bom em um incrível, é sim possível, com muito trabalho duro, dedicação e conselhos oportunos, transformar um escritor meramente competente em um bom escritor”.

 

A NECESSIDADE DE ESCREVER

 

Mas por que tanta gente quer aprender a escrever? Provavelmente não para enriquecer.

 

O brasileiro lê pouco (mais precisamente, 2,43 livros por ano) e compra poucos livros – embora, no ano passado, tenham sido 44,4 milhões de exemplares, alta de 4,6% em relação a 2017. Além disso, os autores são muito parecidos – e também seus personagens: 77,9% deles são brancos; 58,2%, homens; e 85,7%, heterossexuais. O autor? Provavelmente um homem (70,6%) branco, de classe média e nascido no Rio de Janeiro (33%), em São Paulo (27%) ou no Rio Grande do Sul (9%).

 

Os números são de pesquisa do grupo de estudos em literatura brasileira contemporânea da Universidade de Brasília. A popularização das oficinas pode ser a porta de entrada para novos autores, com outras vivências e linguagens.

 

 

Uma pista para entender a vontade de escrever é que nem sempre ela será direcionada à literatura: o aluno pode se tornar um redator publicitário, um jornalista melhor, um roteirista de cinema. Para Claudia Tajes, escritora e roteirista, o pré-requisito para ser um autor é “querer transformar em história tudo o que te vem na cabeça. E também é ter lido bastante, e continuar a ler sempre, porque muito da aflição e do prazer de escrever vem da certeza de que nunca, mas nunca mesmo, se conseguirá ser um autor tão bom quanto aqueles que a gente admira. É por isso (acho eu) que quem começa vai seguir escrevendo até o fim – o seu fim”.

 

Cristiano Baldi, escritor e professor da graduação tecnológica em Escrita Criativa da PUCRS, comenta que o curso passa ao largo de ser uma oficina estendida. “Na graduação, falamos de outras linguagens, teoria e prática de dramaturgia, de roteiro audiovisual, lírica, para games e muitas outras coisas”, informa.

 

Além disso, algumas disciplinas do curso são focadas no mercado literário. Daniel Galera diz que as oficinas, como o curso, são importantes para profissionalizar o ofício de escritor: “Eles fazem parte do processo de profissionalização da atividade, e isso pode ser visto com bons olhos: tem a ver com a sobrevivência mesmo das pessoas, em se dedicar à atividade da escrita sem depender de outros empregos, de outras atividades para se sustentar”.

 

Escrever também pode servir apenas para colocar no papel o que está disperso. “Escrever é uma forma de cura. Você pode escrever para si mesmo, para organizar seus pensamentos, isso é fantástico”, diz a escritora Cristiane Lisbôa, dona de uma escola de escrita criativa, a Go, Writers. Mas redigir para publicar é outra coisa, acredita a autora. “Escrever é como o sexo, o prazer do outro importa – caso contrário, é só masturbação. Se você publica, seu texto está a serviço de alguém. Publicando você vai descobrir de quem”, completa ela.

 

FEEDBACK QUALIFICADO E MUITA PRÁTICA

 

 

Acostumada a escrever para si (“nem a minha família sabia que eu escrevia”), Luisa Geisler passou por maus bocados quando encarou a oficina de Assis Brasil. “Tinha de ler meus textos em voz alta e, por muito tempo, fiquei desconfortável com isso”, conta a autora de DE ESPAÇOS ABANDONADOS E ENFIM, CAPIVARAS, entre outras obras.

 

A oficina fez com que Luisa conseguisse algo que, hoje, considera fundamental: distanciar-se do próprio texto. “A partir do curso, consegui ouvir algo como ‘esse parágrafo está fraco’ sem voltar para casa chorando”, brinca. “O mais importante foi essa conexão nova com o meu texto e com o que eu quero fazer com ele. Foi um salto.”

 

Luisa também lembra que, a partir da cobrança de escrever com frequência, passou a não esperar mais pela “inspiração mágica” para colocar seus escritos no papel. “Houve também esse ganho de escrever toda semana, ter uma rotina de escrita e encarar mesmo como um trabalho. Se não, a gente fica pensando ‘ah, não estou inspirada’. Para o escritor profissional, tem o prazo ali. Isso ajuda a criar uma mecânica e mostrar como a gente escreve, como é o processo individual.”

 

Para Cristiane Lisbôa, autora de PAPEL MANTEIGA PARA EMBRULHAR SEGREDOS, SYLVIA NÃO SABE DANÇAR E DUAS PESSOAS SÃO MUITAS COISAS, as aulas também podem ajudar a encontrar a “voz da escrita”. “Ela é algo diferente da voz que usamos para falar com as pessoas. A gente abre as gavetas na cabeça e mistura. E, ali talvez seja quem realmente somos sem máscara social. E, enquanto não a encontramos, estamos em um processo de imitação.

 

Na oficina de Assis Brasil, Cris, como é chamada, passou por um problema curioso, mas comum a muitos alunos. “Quando fui aprovada para a aula dele, eu morava em São Paulo, mas vinha toda semana. Mas à medida em que fui tendo aula, meus textos ficaram muito ruins”, conta. “Ele pediu, um dia, para eu ficar depois da aula – pensei, ‘pronto, vai me correr do curso’. Mas ele me mostrou algo que eu nunca aprenderia sozinha. Como sempre escrevi, toda a vida, sem ter tido acesso à teoria, quando tive, comecei a tentar acertar. Quando comecei a tentar acertar, esqueci como escrevia”, relembra.

 

Nas aulas que ela ministra no Go, Writers, o movimento é perceber que escrever é autoconhecimento. “Tenho certeza de que o que ensina a escrever é escrever todos os dias. Assim, você descobre que tem dificuldade com o porquê; que as frases são muito compridas; que não tem um Assunto naquele escrito. Escrever todos os dias e ler em voz alta. Se teu texto não faz sentido em voz alta, ele não faz sentido.”

 

 

Daniel Galera, também ex-aluno de Assis Brasil, lembra de ter seus textos avaliados e discutidos diante de outros escritores e do professor de uma maneira muito franca. “O que é mais difícil de um escritor obter no seu cotidiano é essa avaliação realmente qualificada e ao mesmo tempo honesta do seu trabalho. Isso a gente consegue às vezes de um outro amigo escritor, ou de um bom editor que cumpre esse papel; mas raramente um amigo ou familiar vai dar uma avaliação rigorosa e honesta do nosso trabalho”, comenta.

 

Nas oficinas, a ordem é não poupar. “A gente tem uma avaliação muito franca e, às vezes, muito dura. Mas isso ajuda o escritor a lidar com seu texto, com suas vaidades, descobrir o que ele quer fazer e o que ele não quer, entender suas limitações", ressalta ele.

 

Ministrar oficinas também tem esse papel, diz Galera, que recentemente deu uma oficina de romance. “É um clichê, mas é verdade, tem uma troca muito legal. Tenho muito para passar, mas eles têm muito a me ensinar. Criar um ambiente para troca de ideias e de julgamento do trabalho alheio isso me beneficia também. É gratificante não só porque me sinto transmitindo um saber, mas porque a existência daquela turma cria um ambiente estimulante para todo mundo”.

 

O autor, que atualmente começa a desenvolver um livro de contos, acredita que as oficinas têm ganhado um importante papel de espaço para discussão da literatura. “A proliferação de cursos e oficinas também tem a ver com o desaparecimento do debate público sobre literatura na imprensa. O debate literário já foi mais intenso e interessante em períodos anteriores. Some-se a isso um governo de perseguição de escritores e de artistas em geral, um trabalho de desmonte da arte em geral, escritores e leitores ficam órfãos de espaços para discutir e debater a literatura”, completa Galera.

 

‘TALENTO É UMA PALAVRA PESADA. PREFIRO VOCAÇÃO’

 

 

“Não estou seguro de que se pode ensinar alguém a ser escritor. Mas tenho certeza de que se pode aprender.” Muitos dos alunos de Luiz Antonio de Assis Brasil que passaram por alguma das edições dos mais de 30 anos ininterruptos de oficina de escrita criativa em Porto Alegre não esquecem essa frase. E mesmo ele, em seu livro lançado em março passado, ESCREVER FICÇÃO, não se propõe exatamente a ensinar como se escreve, mas entrega uma caixa de ferramentas para que o próprio aspirante encontre a sua escrita.

 

Em entrevista por e-mail ao Jornal do Comércio, Assis Brasil, autor de mais de duas dezenas de obras publicadas, incluindo clássicos como VIDEIRAS DE CRISTAL, CONCERTO CAMPESTRE E CÃES DA PROVÍNCIA, minimiza o talento como necessidade sine qua non para escrever boas obras de ficção. Para o professor e autor, a vocação é mais importante. “Não sei dizer de onde vem a vocação, mas sei que não se nasce com ela”, avisa. Então, todo mundo pode aprender a escrever? “A visão especial do escritor talvez possa ser estimulada, mas não ensinada.”

 

 

Entrevistando alguns de seus alunos, uma frase recorrente citando o senhor foi: “Não sei se é possível ensinar alguém a escrever, mas é possível, aprender a escrever”. Como é possível compreender essa diferença?

Na verdade, são duas instâncias bem distintas. O aprender pertence ao aprendiz; o ensinar, ao professor. O aprender a escrever é um processo em que entram vários fatores convergentes: aplicar-se na leitura e na escritura, atentar ao que os outros têm a dizer de nosso trabalho – e, se possível, frequentar uma oficina literária. Já o “ensinar a escrever”, afeto ao professor, é uma formulação precária e incompleta, pois o ato da escrita compreende as técnicas – que, sim, podem ser ensinadas – mas algo a mais, o principal, que é a visão especial do escritor. Quanto a esse último elemento, talvez ele possa apenas ser estimulado, não ensinado.

 

 

No seu livro lançado a pouco, o senhor comenta que a vivência é um ponto crucial para o escritor. Hoje, a gente vive um tempo interessante, e me corrija se estiver errada, mas muitos livros em primeira pessoa, muitas experiências pessoais – com tintas de ficção ou não –, muito uso do tal “lugar de fala”. Como o senhor vê esse jeito de escrever?

O uso obsessivo da primeira pessoa, com fortes matizes autobiográficas, imperou por uns 20 anos em nossa literatura (não apenas na no0ssa), foi a chamada autoficção, ora em declínio, superada pelo renascimento da terceira pessoa, que lança um olhar além do próprio umbigo.

 

 

Temos, hoje, oficinas aos montes, de ficção, não ficção, biografia, poesia... Em que sentido elas são eficazes? Da prática, da troca de ideias?

De fato: hoje em dia, praticamente todo escritor é professor de oficina literária. Vejo mais pontos positivos do que negativos nesse movimento. As oficinas, todas, trazem, no mínimo, um ganho: a troca que elas favorecem. Afinal, todos estão ali pelo mesmo motivo, e se são pessoas que, de fato, querem aprender, terão ali uma audiência qualificada para seus textos.

 

 

O que faria diferente se desse para voltar lá na primeira oficina?

Há 34 anos, quando comecei com a oficina, eu, obviamente, não tinha a mesma maturidade pessoal e literária que tenho hoje. Para alguma coisa a passagem do tempo deve servir. Talvez, no início, eu tenha sido um pouco anárquico, um pouco dispersivo e, por outro lado, um pouco dogmático – fruto, talvez, da insegurança. Me admiro que eu não tenha espantado meus primeiros alunos. Hoje, considero-me mais profissional.

 

 

Qual o papel do talento nisso tudo? É aprendido, é inato, não precisa?

Como digo no meu livro, acho a palavra “talento” bastante elitista, pois acaba por dividir as pessoas em talentosas e não talentosas. É uma palavra muito pesada. Prefiro usar “vocação”, e específica: vocação para o romance, ou para a novela, ou para o conto. As outras pessoas têm vocação para outras coisas, como a ciência ou as artes específicas. Dentro desse meu conceito, não sei dizer de onde vem a vocação, mas sei que não se nasce com ela. Tenho exemplos os mais variados. Machado de Assis, por exemplo: o meio familiar não lhe era exatamente propício; mas algumas boas companhias posteriores foram decisivas para consolidar sua vocação e para desencadear sua carreira.

 

 

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA CRIATIVA

 

 

A escritora e professora pernambucana Patrícia Tënório viajou quase 4 mil quilômetros para ter aulas em Porto Alegre. A autora de COMO SE ÍCARO FALASSE conta que começou a participar de oficinas literárias desde 2004 e não parou mais. “Em 2006, conheci a oficina de Assis Brasil; em 2016, fui para Porto Alegre como aluna especial/ouvinte do doutorado em Escrita Criativa da PUCRS, ingressei no programa em 2017 e defendi a tese em outubro de 2018”, conta.

 

Para ela, que é oficineira de carteirinha, os workshops são ponto de encontro e de troca para aspirantes e escritores. “Quem escreve, normalmente, vive de maneira muito solitária – é você com seus escritos. Então a troca com outras pessoas que escrevem ou almejam escrever é muito salutar, estimulante e enriquecedora.”

 

Conforme Patrícia, a vocação para escrever é pré-requisito para ser um autor. “Acredito que existe uma tendência maior para ser escritor, assim como para ser médico, advogado, engenheiro, artista plástico.”

 

A autora defende que a leitura é outra tarefa do escritor. “Costuma-se chamar de leitura criativa, porque ela é base e pré-requisito para a escrita criativa”, diz. Uma leitura que vá além de ler, crítica e fazendo conexões com outras leituras e conteúdos.

 

Em 2018, a agora professora ministrou uma oficina de escrita criativa lá e cá: uma turma em Porto Alegre e outra, simultaneamente, em Recife, com diferentes temas (amor, tempo, mito, viagem) e escritores cujas obras tratam dos temas, para dividir com os alunos a experiência de escrever. “Foi uma experiência ímpar, ou melhor, dupla. Sou muito tímida, e o contato com os participantes, muitos deles já poetas e escritores, me ajudou e muito para destravar o ato de falar em público0 e tentar compartilhar o tanto que apreendi nesses 15 anos de oficinas literárias, fora e, principalmente, dentro do ambiente acadêmico”, explica.

 

A pernambucana busca um exemplo para ilustrar seu ponto de vista: “Costumo afirmar, nas aulas, que o melhor conceito para o ensino está na palavra francesa ‘apprendre’, que significa, ao mesmo tempo, aprender e ensinar. É exatamente o que sinto durante as aulas. Penso até que aprendo mais do que ensino. É muito gratificante perceber os textos que brotam com os estímulos que oferecemos. Como se fosse uma aprendizagem pelo afeto”.

 

ONDE NASCEU A ESCRITA CRIATIVA?

 

As oficinas começaram a ganhar corpo nos Estados Unidos a partir da década de 1930. Inicialmente, foram inseridos nos currículos escolares, nos quais ganharam a denominação pela qual são conhecidos atualmente, Creative Writing (Escrita Criativa). Segundo a escritora, professora e mestre em Escrita Criativa Patrícia Tenório, na França, surgiram os Ateliers d’Écritures nos anos 1960, com Elisabeth Bing; na Espanha, os Talleres, Factoria de Alquímia Literaria; no México, o Grupo El Paso, Maestriaq em Creación Literaria; na Argentina, Ricardo Píglia.

 

“No Brasil, data de 1962 um dos primeiros cursos dessa natureza, ministrado pelo professor Cyro dos Anjos na Universidade de Brasília (UnB). Após essa iniciativa, em 1966, a professora Judith Grossmann fundou, na Universidade Federal da Bahia, as oficinas de criação literária. Posteriormente, em 1975, no Rio de Janeiro, ocorreu uma oficina ministrada por Silviano Santiago e Affonso Romano de Sant’Anna (esse último participou do Program in Creative Writing, iniciado pela Iowa University). E, desde 1985, funciona, de maneira ininterrupta, a Oficina Literária de Luiz Antonio de Assis Brasil. Na verdade, demoramos para embarcar”, diz Patrícia Tenório.

 

Para Daniel Galera, o modelo de curso de escrita criativa predominante no Brasil é em grande parte importado dos Estados Unidos, onde há uma longa tradição de cursos de graduação em escrita criativa. “O curso da PUCRS, com todos os seus méritos, é uma tentativa de recriar esses cursos tradicionais”, comenta.

 

Fonte: Jornal do Comércio/Clarissa Barreto/Jornalista formada pela UFRGS, repórter freelancer de publicações como Superinteressante, Istoé, Época, Veja, revista Piauí, Contigo e jornal O Globo, e ex-editora assistente do Jornal do Comércio, em 08/09/2019.